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Belchior cantou, em 1976, que tinha anos de “sonho e de sangue e de América do Sul”. A música era “A Palo Seco”, do álbum “Alucinação”, mas a relação com o Vasco é bem atual. Além dos naturalmente muitos brasileiros, a quantidade de latino-americanos no elenco impressiona: são sete estrangeiros, dos quais apenas um está em alta. O goleiro Martin Silva. O uruguaio teve apenas uma falha no ano, voltou ao time titular e continua idolatrado. Cenário bem diferente dos companheiros não-brasileiros.

O paraguaio Julio dos Santos é titular, mas vem sendo alvo das críticas das arquibancadas. O argentino Guiñazú perdeu lugar no time e, naturalmente, deixou de ser o capitão. O atacante conterrâneo Herrera, com apenas um gol pelo Cruz-Maltino, só acumula más atuações. Para Belchior, era o “tango argentino” que lhe ia melhor. Em São Januário, porém, definitivamente os hermanos não estão em alta. Emanuel Biancucchi mal fica no banco devido ao excesso de estrangeiros.

Apesar de agradar quando faz o “gusanito”, as comemorações do colombiano Riascos estão cada vez mais raras. O atacante está perdendo espaço até no banco de reservas e fez gol, pela última vez, contra o São Paulo, no final do mês passado, pela Copa do Brasil. Na ocasião, apenas suplentes entraram em campo.

O caso mais crítico é de Felipe Seymour. O chileno chegou por empréstimo junto ao Cruzeiro para tentar suprir carência alertada pelo então técnico Celso Roth. Mas, com apenas um jogo disputado, é outro a quem o limite de cinco estrangeiros atrapalha. Outra prova de que, para escapar da queda, o Vasco deve falar (ou gritar) em português mesmo.

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